No dia 29 de janeiro deste ano, estava eu em Friburgo quando comecei a sentir uma dorzinha de garganta.

De lá pra cá, já fui diagnosticada com traqueíte, laringite, faringite, sinusite e… continuo péssima!!!

Não que eu não tenha melhorado nesse meio tempo. Até melhorei, mas, piorei de novo. E, agora, estou pior que nunca!

Eu detesto ficar doente!! Já sou mole, por natureza! Não dá pra ser mais mole ainda do que se é quando se tem, normalmente, pressão de 9 por 5.

Já tomei várias caixas de cortisona, antibiótico, antiinflamatório, antialérgico, ahhh, já tomei de tudo!!!! E não fico boa!

A cortisona, aliás, me inflou! Eu que, em condições normais, não sou medonha, estou uma coisa pavorosa! De assustar mesmo!! Já fiz mil pesquisas pra saber como eliminar esse mal do meu organismo e até agora NADA!

Amanhã, apesar de ser sábado, vou tentar ir ao médico. Dessa vez, alergista, já que já tentei pneumologista e otorrinolaringologista sem qualquer êxito… 😦

Hoje, até fui jantar fora com uma amiga minha. Quando ela chegou, olhou pra mim espantada com o meu estado geral. Eu, aliás, estou me olhando do mesmo jeito… com medo até…

Pra falar a verdade, já não sei se o que eu tenho é mesmo uma doença ou apenas acúmulo de tanto remédio! Bem, pelo menos, congestão nasal, imagino eu que não seja efeito secundário de medicamento algum. Minha boca está com um gosto metálico horrível!!! Isso, eu acho, é do antibiótico. Mas, certeza eu não tenho.

Só sei que eu tô de saco muito cheio!! Quero ficar bem, me sentir ótima de novo!

Deus, me ajuda? 🙂

 

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Provocada pela notificação de um comentátio aqui no blog recebida em meu e-mail, depois de muuuuito tempo ausente, vim olhar minhas estatísticas de visita. Daí, fiquei sabendo que, mesmo sem escrever há muitos e muitos meses, por dia, tenho em média vinte acessos.

Pra muita gente isso pode não ser nada. Mas, pra mim é muito!! Adorei!

Isso já faz umas três semanas e, de lá pra cá, venho pensando em voltar a escrever aqui.

Tantas coisas aconteceram nesses meses todos de ausência…

O último post foi sobre uma pessoa que eu havia acabado de conhecer e pra quem eu fiz milhares de elogios. Bem, o tempo passou, nós namoramos, ficamos noivos, fomos pra Paris e, finalmente, terminamos. Historinha tão, mas tãaaao sórdida, que, francamente, nem merece minhas lembranças, quanto mais minhas palavras escritas.

Desde maio do ano passado estou solteira novamente e sem conhecer ninguém que me acrescentasse uma emoção na vida.

A vida, aliás, está numa fase super chata. Meu trabalho é chato, minha rotina é chata, minhas escolhas de vida foram, até agora, 25% equivocadas, 25% retardadas… mas, a outra metade, parece que está começando a render frutos.

Eu estou com 37 anos, solteira, com uma filha de 15 anos, que tem um pai insuportável, tão insuportável quanto a minha mãe e o meu avô com quem, há 3 anos, tenho o prazer de morar na casa onde vivi por 10 anos só com a minha filha…

É, como diria uma professora minha anos atrás, a vida nós prega peças. E muitas.

Ontem eu me dei conta de que se eu sou mulher, no Brasil, tenho que trabalhar 30 anos pra me aposentar e, se eu for funcionária pública, só tenho que me aposentar obrigatoriamente aos 70 anos. Sendo assim, mesmo se eu não tivesse trabalhado 5 minutos na minha vida, ainda teria 2 anos e meio até o prazo máximo do início da minha carreira.

Ou seja: nem tudo está perdido! Ainda há tempo! rs… Não que eu seja uma inútil fracassada. Graças a Deus e ao meu esforço pessoal, nos últimos 10 anos evoluí mais do que a maioria das pessoas que eu conheço evoluiu nos últimos 30.

Mas, ainda estou muito longe de onde quero chegar. Tãaaao longe… mas, ainda tenho muita energia pra investir nisso.

E, ontem, concluí que eu NUNCA, NUNCA na vida, quero envelhecer pensando: poxa, eu poderia ter ido tão longe e só vim até aqui?? Pq eu teria muita vergonha disso.

Assim sendo, bola pra frente. Vou dar o ar da graça aqui de vez em quando… pode ser todo dia ou todo ano. Mas, vez ou outra, aparecerei.

 


Ah, o amor…

05set09

FALLING IN LOVENem sei qual a última vez que escrevi aqui.

Seja lá quando tenha sido, o fato é que, como acontece eventualmente na vida das pessoas, houve uma reviravolta na minha.

No momento, estou NA-MO-RAN-DO, FELIZ DA VIDA…

Uma pessoa 100% (quase) nova. Depois eu conto cada detalhe…

O que quero falar agora é sobre a vontade que está tomando conta de mim de me MODIFICAR. Mudar cada problema, cada defeito de comportamento, cada falha de caráter – que assim como todas as pessoas, eu tb tenho – só pra não atrapalhar o relacionamento que eu estou tendo o privilégio de ter nesse momento.

Pelo pouco que pude notar, o meu namorado não é uma pessoa fácil. É complexo, como eu… rs… então, se eu quiser ficar com ele – e eu quero MUITO – EU VOU TER QUE MUDAR VÁRIAS COISAS EM MIM!

Não que eu vá anular a minha personalidade nem minimamente, claro… mas preciso mudar JÁ características minhas que vêm resistindo a mudanças há tempos, mesmo depois de eu ter racionalizado a necessidade de modificá-las.

E uma coisa é fato incontestável: por esse vale a pena mudar até (um poquinho) o meu jeitinho “fofo” de ser…


MENINAS BRINCANDO FELIZES

Desde muito cedo aprendi a dar valor para as amizades que íam surgindo em minha vida.

* Aos 3 ou 4 anos conheci minha primeira grande amiga, que se mantem por perto até hj, sempre me dando sábios conselhos, todos acatados. Acho que quando eu era pequena, tinha medo de que se não fizesse o que ela mandava ela pararia de brincar comigo, já que era beeem mais velha (3 anos). Daí essa obediência se manteve e se ela determina o que quer que seja, eu acato feliz, com a certeza de estar fazendo o que devo.

* No final da infância conheci minha segunda grande amiga. Ela era, e ainda é, o máximo. Serviu de modelo pra mim nas mais diversas coisas por toda a adolescência e ter que me afastar dela quando mudei de cidade anos mais tarde foi um dos maiores traumas da minha vida. Graças a Deus ela permanece por aqui, ainda que por orkut, skype e afins.

* Quando entrei na faculdade de Direito aos 28 anos conheci mais uma, logo no primeiro dia de aula. Foi amor a primeira vista. Grudamos desde aquele dia com a missão de conquistar nossos objetivos e infernizar o mundo. Conseguimos conquistar parte de nossos objetivos e infernizar 100% das pessoas que escolhemos como alvo. Em pouco tempo conquistaremos os obejtivos restantes e infernizaremos pessoas que ainda nem conhecemos, por simples prazer ou por qualquer outra razão mais nobre.

* Poucos dias antes da formatura conheci minha amiga mais doida. Esse é o adjetivo que, geralmente, é atribuído às pessoas que não vivem amarguradas por aí e com ela não é diferente. Essa criatura está sempre  bem e de alto astral, embora sofra de escassez de juízo. Mas ninguém ajuda a levantar tanto o astral de uma pessoa como ela.

Ano passado fui pra São Paulo estudar num lugar que tem fama de ser de poucos amigos. Total mentira, propaganda enganosa. Lá conheci muitas pessoas muito interessantes e fiz duas grandes amigas:

* Uma, de quem eu já tinha ótimas referências e que, talvez por isso, tenha gostado tanto de cara. Uma menina linda, super inteligente, 10 anos mais nova que eu e com muito mais juízo na cabeça. Ninguém me dá tantas broncas e eu agradeço cada uma delas. Equipei meu computador do escritório com skype e headset só pra poder falar com ela direitinho, já que nos habituamos a falar muito (por causa dos trabalhos do mestrado e aventuras do dia a dia) por nextel que ela, infelizmente, deixou de ter.

* Uma outra, que foi assim: assistíamos a mesma aula e acabamos indo tomar um choppinho num dia, ela me deu uma carona no outro até que, um dia a carona foi até o aeroporto e ela ficou lá comigo até o meu embarque. Conversamos sobre todos os assuntos do mundo e, no final, ela me deu o endereço do blog dela. Quando cheguei em casa acessei o blog e fiquei viciada nele! E, consequentemente, nela! rs… a complexidade das pessoas sempre me agradou e (assim como as daí de cima) essa nova amiga é de uma complexidade encantadora, ainda que, aparentemente, seja uma pessoa como todas as outras que andam por aí. Msn e sms são usados intensamente em nossa comunicação constante.

* Além dessas amigas, tenho uma prima que eu amo de paixão. Por essas coisas da vida, só passei a ter contato com ela aos 25 anos ou algo parecido. Mas, o sangue, é uma coisa muito louca e sinto como se nós tivessemos crescido juntas, como se ela tivesse me acompanhado em cada momento da minha existência e, francamente, acho o fim que ela não tenha. Essa minha prima é a pessoa mais inteligente, culta, preparada do universo (as minhas amigas tb são. TODAS. Mas a minha prima é filósofa… rsrs) e, como se não bastasse, é linda de morrer, simpática e vários outros adjetivos que acho melhor não falar pra não parecer que rola uma proteção familiar.

Essas são minhas amigas preferidas, atualmente… pode ser que mudem… pode ser que elas se encham de mim e fujam. A ordem delas nessa lista é a de aparecimento de cada uma delas em minha vida com exceção da minha prima que eu achei melhor colocar em último pra não parecer que ela é a minha protegida… mesmo se ela for… rs…

Dos meninos eu falo dps.


LoveHateHands_editedAcho que já falei aqui sobre explosões químicas que acontecem no meu cérebro e que geram ondas profundas de ódio pelo meu corpo todo…

O complicado é acontecer isso por causa de uma pessoa que trabalha pertinho (pertíssimo!!) de mim. Por várias razões. Mas, a principal delas é que eu não sou exatamente uma pessoa dotada de sutileza em minhas palavras nem movimentos.

A vontade de defenestrar a pessoa é imensa. Mas tão grande que eu, mesmo fraca do jeito que sou, seria capaz de carregar o sujeito com dois dedos para atirá-lo pela janela e, assim, me sentir feliz e profundamente aliviada.

O ímpeto homicida toma conta do meu ser de forma (quase) irrefreável e nesse momento só consigo ter um pensamento: MALDITO DIREITO PENAL!!!


boaNós, mulheres, temos uma forma toda especial de ver a vida, estar no mundo e interagir com ele. Coisas que só se pode compreender se vc tiver o imenso prazer de ter nascido menina.

Desde muito novas, esses pequenos – ou não tão pequenos assim – detalhes comportamentais nos distinguem dos homens de forma tão acentuada que as diferenças físicas seriam irrelevantes para nos identificar.

Só uma menina é capaz de compreender o fascínio que uma caneta cheia de glitter dourado ou um novo tom de esmalte vermelho é capaz de produzir. Isso pra não falar de adesivos, papéis de carta – aliás, material de papelaria em geral – maquiagem, bolsas, sapatos, passeios em drogarias – daquelas onde podemos comprar tudo pra nos deixar lindas de morrer – ou de uma tarde inteirinha no cabeleireiro fofocando com nossa manicure (e grande amiga e confidente).

Mas há também o prazer que, na minha opinião, é o auge dos prazeres femininos: a possibilidade de estar dentro da nossa loja preferida no primeiro dia da liquidação semestral, quando se pode comprar qualquer peça da coleção com um desconto mega.

Há uns 3 dias eu passei por isso. Etrei na loja disposta a enfrentar de tudo: tumulto (e Deus sabe o quanto eu de-tes-to lugar cheio de gente), filas intermináveis para o provador, outras para pagar, até a enfrentar fisicamente alguém que tentasse ficar com alguma mercadoria por mim cobiçada.

Mas, no final das contas, não precisei me atracar com ninguém. Foi tudo ótimo e saí da loja com um saldo de 3 ou 4 novas amigas feitas nas filas enfrentadas e com 100% das peças que eu gostei. Ou seja: em estado de graça.

Acho que, pelo menos até o final da próxima semana ficarei feliz da vida em decorrência dessa explosão consumerista.

Mas, também, se o prazo de validade da felicidade expirar antes disso, não tem problema: me interno no cabeleireiro mais próximo por umas 4 horas e testo todos os serviços oferecidos pela casa. Ainda saio de lá e passo na Papel Picado e compro meia dúzia de canetinhas de gel coloridas.

É, pensando bem, acho que já vou fazer isso amanhã cedo… só pra garantir.


Inconformada?

27jun09

WONDER WOMAN

Considerando que eu ouvi mto bla bla bla de Professor ao longo dos anos e que mesmo estando para fazer trinta e seis anos continuo tendo aulas, entendo que se lembro de algo dito por alguém é pq trata-se de alguma coisa que vale a pena. Até pq, normalmente, eu não lembro de absolutamente nada (não apenas em aulas, mas em qq circunstância).

Muitos anos atrás, tive aula com um Professor que dizia que toda a mudança que acontece no mundo depende das pessoas inconformadas, pq, afinal, as conformadas estão felizes com o que existe por aí e, por isso, não fazem nada pra mudar o que quer que seja.

Eu, definitivamente, sou inconformada com tudo e com todos!

O que quer que esteja fora do padrão que eu entendo como aceitável será alvo, no mínimo, das minhas críticas e, no máximo, de uma campanha altamente calculada para modificação profunda e irreversível.

Já sofri mto com essa postura, mas o fato é que desde que lembro de mim eu sou assim.

Hoje, pelo menos, procuro medir minhas palavras e atitudes e isso me poupa bastante.

Mas, sem dúvida, já mudei muitas coisas das quais não gostava ou que, de algum modo, me incomodavam. Principalmente em mim.

Há cerca de 10 anos, talvez um pouco menos, comecei meu processo de reconstrução pessoal. Não me conformava em ser aquilo que era aos 25 anos. Ou seja, coisa alguma. Então, resolvi que iniciaria um processo de transformação.

De todas as decisões que tomei na vida, essa foi a mais difícil, complexa e trabalhosa. E mais complexo do que decidir foi colocar isso em prática. Lembro como se fosse hj do dia em que entrei pra me matricular aos 27 anos de idade no curso pré-vestibular. Quando saí de lá pensei: agora vou ligar no piloto-automático e só posso parar daqui a 6 ANOS!!! (1 de pré-vestibular + 5 de faculdade)

Já tinha tentado me reconstruir outras vezes e sabia que se me decepcionasse comigo mesma mais uma vez, não haveria outra chance. Pq eu, provavelmente, não teria mais forças.

O mais difícil naquele momento foi pensar que nos 6 anos seguintes eu continuaria não sendo nada, nem a sombra daquilo que eu pretendia ser (e que, aliás, continuo pretendendo, mas agora, pelo menos a sombra eu já sou…). Dia após dia tive que aprender a ter uma humildade que eu nem imaginava que pudesse ter em algum lugar dentro de mim. Aos poucos, várias outras características que eu não sabia que possuía passaram a aflorar e isso continua acontecendo todos os dias da minha vida.

Estou mto longe de estar pronta e, aliás, acho que isso só acontece com quem está morto e enterrado.

Por isso, continuo inconformada. Querendo mudar e melhorar. Melhorar tudo o que está a meu alcance. A mim, principalmente.